O autoexame da pele em dez minutos
Uma vez por mês, com um espelho e boa luz. O que observar nas pintas e quando marcar consulta com a dermatologista.
O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil, e o Nordeste, com sol forte o ano todo, tem números altos. A boa notícia é que a pele está à vista. Olhar para ela uma vez por mês ajuda a perceber mudanças cedo.
Do que você precisa
Um espelho grande, um espelho de mão, boa luz e, se possível, alguém para ajudar a ver as costas e o couro cabeludo. Dez minutos bastam.
O roteiro
- Rosto, orelhas, pescoço e couro cabeludo. Use um pente ou secador para afastar o cabelo.
- Braços e mãos, inclusive palmas, entre os dedos e embaixo das unhas.
- Tronco, frente e costas, com o espelho de mão.
- Pernas e pés, inclusive solas e entre os dedos.
- Região genital e glúteos.
O que observar: o ABCDE
- A de assimetria. Uma metade da pinta é diferente da outra.
- B de bordas. Bordas irregulares, borradas ou recortadas.
- C de cor. Várias cores na mesma pinta: marrom, preto, vermelho, branco, azulado.
- D de diâmetro. Maior que seis milímetros, mais ou menos o tamanho de uma borracha de lápis.
- E de evolução. Mudou de tamanho, forma ou cor, ou começou a coçar ou sangrar.
Vale também a regra do patinho feio: a pinta que não se parece com as outras merece atenção.
Outros sinais
Nem todo câncer de pele é uma pinta escura. Fique atento a feridas que não cicatrizam em quatro semanas, caroços peroláceos ou avermelhados que crescem e manchas ásperas que descamam e voltam.
Quando marcar consulta
Ao notar qualquer um desses sinais, marque com a dermatologista. Não precisa esperar o próximo mapeamento. E, se você tem muitas pintas, pele clara ou casos de melanoma na família, o acompanhamento regular é indicado mesmo sem mudanças.
Tire fotos das pintas que você quer acompanhar. Comparar com as fotos do mês anterior ajuda a perceber mudanças.
Este texto é educativo e não substitui a consulta. Cada caso precisa de avaliação individual.
Sobre o atendimento Mapeamento de pintas